... com migrantes nordestinos. Eles não tiveram muito sucesso devido ao pouco interesse dessas comunidades em trabalhar na lavoura, assim alguns iniciaram as primeiras tentativas de introdução do trabalho imigrante na lavoura de café. Essa primeira tentativa não foi muito bem sucedida, tendo em vista que os estrangeiros não concordaram com o sistema de remuneração praticado. Muitos abandonaram as fazendas, alguns se tornaram meeiros com os proprietários das terras, outros compraram pequenos lotes de terra para trabalhar ou se deslocaram para as cidades em busca de novas atividades.
Diante desse sistema pouco auspicioso empreendido pelos fazendeiros, e para garantir o crescimento e desenvolvimento da cultura cafeeira do Estado de São Paulo, o Governo Federal e o Estadual buscaram promover a imigração oficial de grandes levas de europeus para nossa região. A diferença desse modelo é que os órgãos governamentais responsáveis não instalaram os imigrantes nas colônias das fazendas, mas sim adquiriram grandes propriedades no interior paulista, dividindo essas terras em aproximadamente 10 alqueires cada. Esses lotes eram cedidos aos imigrantes para que ali se instalassem e promovessem a exploração agrícola de modo a suprir as necessidades de alimentação de suas famílias, comercializar os produtos excedentes nas cidades e, principalmente, para a cultura extensiva do café. Não se conseguia o pagamento total do núcleo com os imigrantes, então esses lotes também eram cedidos aos moradores...
OS PRIMEIROS MORADORES
Por volta da metade do século XIX, a região onde hoje se encontra Engenheiro Coelho era uma vasta extensão de cerrado tradicional do interior de São Paulo. A exploração dessas terras se dava pela cultura incipiente da cana-de-açúcar para a produção de açúcar, álcool e aguardente, cultivo de alimentos para subsistência como milho, mandioca, arroz, feijão, criação de animais como bois, aves e porcos, extração de madeira para construção e obtenção de lenha visando abastecer as fábricas da região do Mogi Mirim, Campinas e para movimentar a caldeira dos trens que, a partir da década de 1870, começaram a circular na região.
Nos livros de matrícula da Escola de Mogi Mirim, datados entre os anos de 1878 até 1882, foram encontrados nomes de famílias que têm ligação com Engenheiro Coelho. Um dos mais expressivos é o de João Alves Carvalho Júnior, filho de José Alves Carvalho que também aparece nos registros da Secretaria de Agricultura (Inspetoria Geral...).