edificações o gabinete dentário do Dr. Lázaro da Silva (Lazinho) e a barbearia do Jacinto Leme. Além dessas construções havia o bar do Joaquim Oliveira, às margens da estrada de Rodagem Engenheiro Coelho a Artur Nogueira.Antigos moradores lembram-se do Guaquica Futebol Clube, dirigido por Rachad José Flaifel, extinto por volta de 1937. Nessa época, foi criado o Paulista Futebol Clube, cujo campo ficava ao lado da estrada de rodagem, onde permanecia até o início da década de 40. Aproximadamente entre 1937/38, Amin José Flaifel e Adolfo Nimptz puxaram a primeira linha de energia elétrica rural.

Após o falecimento de Antonio Alves Cavalheiro, seus filhos assumiram a administração dos negócios em sociedade com Cristiano Hermann. No início da década de 1940, a empresa Cavalheiro & Hermann empreendeu o primeiro loteamento na Colônia de Guaquica, delimitada pelas estradas de rodagem de Limeira a Mogi Mirim ao norte, a oeste pela ferrovia existente e a Artur Nogueira, ao sul com a gleba de terra onde estava instalada a oficina dos Franchettis e suas residências, e a oeste traçava um limite demarcado no sentido norte-sul. Esse loteamento deu início ao desenvolvimento urbano, que culminou com a formação da cidade de Engenheiro Coelho. Após essa iniciativa, na localidade passou a apresentar um maior desenvolvimento industrial. A partir daí, foram construídas diversas residências, bares, armazéns, farmácia, posto de gasolina, máquina de beneficiar arroz, padaria, açougue e o “Terra Preta Futebol Clube” (1942), que a partir de 1946 recebeu o nome de “Associação Esportiva São Pedro”. Essa agremiação foi registrada na Federação Paulista de Futebol e continua em atividade.

Em 1944, os Cavalheiros e Cristiano Hermann venderam a Fazenda Guaquica para os senhores Sérgio Alves e Augusto Miranda. No ano seguinte, no dia 14 de novembro de 1945, conforme escritura lavrada no Segundo Tabelionato da Comarca de Limeira (livro 103, folhas 140), parte da Fazenda Guaquica (168 alqueires restantes após divisão ocorrida no início do século) foi comprada pela família Forner, mais precisamente por Pedro, Ângelo, Francisco, José, João, Vitalino, cujos respectivos cônjuges eram Maria Pessatti, Rosa Marafon, Maria Marafon, Rosa Bonin, Elvira Martinatto e Irene Pessatti, além do menor Geraldo Forner.

Essa área englobava a sede da fazenda, as benfeitorias e as culturas principais, consistindo em vinte e oito casas simples, oito duplas para alojar colonos, todas de tijolos e telhas, três moradias para a administração, incluindo a sede do imóvel, uma fábrica de farinha de mandioca, um campo de futebol/cascatas, um rio, uma pequena hidrelétrica, usina de luz elétrica de 5 HP, uma máquina de beneficiar café, uma máquina de beneficiar arroz, dois moinhos de fubá, serraria com todas as pertences, um motor de 18 HP, dois transformadores (de 25 e 30 HP), cinquenta mil cafeeiros, sete mil laranjeiras, vinte mil eucaliptos e vinte alqueires de mata. A propriedade adquirida pela família Forner englobava a sede da fazenda e o entorno do loteamento existente.

 

Retratos de Engenheiro Coelho       Site: p 11-11